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São Paulo,22/10/2026

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Campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula entram em acordo para quebra de seus sigilos bancários


Campanhas de Flávio Bolsonaro e Lula entram em acordo para quebra de seus sigilos bancários

RP NAS REDES constatou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a advogada do senador Flávio Bolsonaro (PL), assim como a ex-ministra Maria Claudia Bucchianeri, assinaram nesta quinta-feira (22), na sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), uma petição em que aceitam a quebra de seus respectivos sigilos, de familiares e empresas associadas.


O acordo foi assinado após reunião entre as duas campanhas e integrantes do TSE nesta manhã. O documento foi oficializado depois de a campanha petista sinalizar ter aceitado as exigências impostas por Flávio.


"Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Nantes Bolsonaro, candidatos à Presidência já qualificados nos autos, vem conjuntamente informar que aceitaram integralmente os termos recíprocos do desafio objetos destes autos e autorizam a abertura total e simultânea dos respectivos sigilos com a divulgação dos dados em sítio eletrônico público", diz o trecho inicial do documento.


Lula assinou digitalmente o documento e Bucchianeri assinou com procuração de Flávio. O documento foi elaborado pela campanha do petista.


Segundo as campanhas, ficou acordado que as procurações pendentes serão entregues ao até as 23h59 desta quinta-feira. Os documentos são necessários para autorizar o acesso a dados de terceiros, uma vez que nem Lula nem Flávio podem consentir com a quebra de sigilo em nome de outras pessoas.


Uma das autorizações pendentes é a procuração para a quebra de sigilo da empresa Alcazar Holding, pertencente ao advogado Willer Thomaz, e investigada em um inquérito sobre lavagem de dinheiro. A PF aponta a suspeita de que Flávio era sócio de Thomaz no negócio.


Segundo a campanha de Lula, a quebra do sigilo da empresa foi um ponto de discordância que atrasou a assinatura do acordo.


Após o recebimento das procurações, conforme previsto na petição assinada, caberá ao ministro André Mendonça requisitar os dados ao Banco Central, às instituições financeiras, à Receita Federal e às operadoras de telefonia. Ele é o relator do pedido para levantar os sigilos


O acordo também prevê que, após o envio das informações pelos órgãos e pelas empresas, os dados sejam divulgados simultaneamente em um site de acesso público.


Os integrantes da equipe de Lula chegaram ao TSE por volta de 11h. Compareceram o presidente nacional do PT, Edinho Silva; o senador Camilo Santana (PT-CE); o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral); o ministro Paulo Pereira (Empreendedorismo); e a deputada reeleita Camila Jara (PT-MS).


Pouco depois, também chegaram à sede da Corte Eleitoral a advogada Maria Claudia Bucchianeri e o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), representando a campanha de Flávio. Na chegada, eles anunciaram a intenção de analisar a "completude" do material disponibilizado por Lula antes de apresentar a quebra de sigilo do candidato do PL.


Após a assinatura do acordo, Deltan Dallgnol criticou o fato de o material de sigilo de Lula ainda não está disponível para a análise. Por outro lado, aliados do petista reclamaram da demora de Flávio para aceitar o "desafio" de abertura do sigilo.


A três dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza as campanhas. Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.


Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros. Ao impor uma série de condições, o senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.


Entre as exigências para a apresentação, o candidato do PL pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.


Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.




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