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São Paulo,04/04/2026

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Os oito voos de Moraes nos jatos de Daniel Vorcaro custam, em média, R$ 1 milhão de reais no total


Os oito voos de Moraes nos jatos de Daniel Vorcaro custam, em média, R$ 1 milhão de reais no total

Entre maio e outubro do ano passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, realizaram viagens em aeronaves ligadas ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os voos partiram de Brasília com destino a aeroportos de São Paulo e podem ter custado mais de R$ 1 milhão, segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo.


Foram ao menos oito viagens no período. Sete delas ocorreram em jatos da empresa Prime Aviation, ligada a Vorcaro. Outra foi feita em uma aeronave da empresa FSW SPE, sociedade da qual Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, é sócio.


Segundo análise feita para o Estadão por um especialista em fretamento aéreo, voos entre Brasília e São Paulo em jatos Phenom 300, da Prime Aviation, custam entre R$ 106 mil e R$ 136 mil por trajeto para o grupo de passageiros.


Outros modelos usados nas viagens também têm valores elevados. Um voo em aeronave Phenom 100 custa em média R$ 77,4 mil para o mesmo percurso. Já o Legacy 650 pode chegar a cerca de R$ 290 mil por itinerário.


O casal também utilizou um avião Falcon 2000 pertencente à FSW. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), esse modelo não tem autorização para operar como táxi aéreo, o que impede o transporte comercial de passageiros.


Por causa dessa restrição, não foi possível fazer cotação para esse modelo. Como referência, foi usado um jato semelhante, o Hawker 850XP, cujo custo médio para o trajeto Brasília–São Paulo é de R$ 157,6 mil.


Na época das viagens, o escritório de Viviane Barci mantinha contrato de prestação de serviços com o Banco Master. Segundo o jornal O Globo, o acordo tinha valor total de R$ 129 milhões por três anos.


De acordo com o escritório, o contrato previa a elaboração de 96 pareceres jurídicos, além da criação de um código de ética e da revisão de regras internas do banco. Advogados ouvidos pelo Estadão, porém, afirmaram que os valores pagos ficaram acima da média cobrada no mercado para esse tipo de serviço.





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