Oscar Shmidt: a morte e o legado do maior jogador do basquete brasileiro de todos os tempos
O basquete mundial se despediu de uma de suas maiores lendas: Oscar Schmidt, o "Mão Santa", faleceu aos 68 anos na sexta-feira, 17 de abril de 2026.
Notícia da Morte
Oscar morreu em sua residência em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Ele chegou a ser encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, mas não resistiu. O ex-atleta lutava contra um tumor cerebral desde 2011, tendo passado por cirurgias e sessões de quimioterapia ao longo de 15 anos.
A cerimônia de despedida foi reservada a familiares, e Oscar foi cremado na noite de sexta-feira vestindo a camisa da seleção brasileira de basquete.
História e Carreira
Nascido em Natal (RN) em 1958, Oscar começou no basquete aos 13 anos em Brasília e consolidou sua carreira em São Paulo, atuando pelo Palmeiras e pelo Sírio, onde conquistou o Mundial Interclubes em 1979.
- Obstinação: Ficou conhecido pelo treino exaustivo, chegando a fazer mil arremessos por dia.
- Renúncia à NBA: Em 1984, foi draftado pelo New Jersey Nets, mas recusou o convite para não perder o direito de defender a seleção brasileira (regra da época).
- Sucesso na Europa: Atuou por 11 temporadas na Itália (Caserta e Pavia) e na Espanha (Valladolid), tornando-se ídolo absoluto e cestinha histórico nessas ligas.
Legado e Conquistas
Com 49.737 pontos em sua carreira profissional, ele é amplamente reconhecido como um dos maiores cestinhas da história do esporte. Seus principais marcos incluem:
- Ouro no Pan de Indianápolis (1987): Liderou o Brasil na histórica vitória sobre os EUA, marcando 46 pontos na final.
- Recordes Olímpicos: É o maior pontuador da história das Olimpíadas (1.093 pontos) e detém o recorde de pontos em um único jogo olímpico (55 pontos contra a Espanha em 1988).
- Hall da Fama: Foi induzido ao Hall da Fama da FIBA (2010) e ao Basketball Hall of Fame dos EUA (2013).
Repercussão
A morte de Oscar gerou uma onda de homenagens globais:
- Hortência: Declarou que Oscar foi um exemplo de patriotismo e "um ídolo eterno".
- NBA e Estrelas: A NBA Brasil e astros como Pau Gasol e Tiago Splitter prestaram tributos à sua carreira excepcional.
- Tadeu Schmidt: O apresentador e irmão de Oscar emocionou o público com uma homenagem destacando o amor do "Mão Santa" pelo Brasil.







COMENTÁRIOS