Moraes devolve investigação sobre Flávio Bolsonaro para presidência do STF escolher relator
O ministro Alexandre de Moraes devolveu à presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) a notícia-crime apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O deputado pede que sejam apurados os valores doados por Daniel Vorcaro para a realização do filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro (PL). Segundo diálogos obtidos pela Polícia Federal, Flávio negociou R$ 134 milhões em financiamento com o ex-banqueiro.
Dessa forma, caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, a escolha do novo relator — ele pode enviar a investigação para o ministro André Mendonça, relator do inquérito do Banco Master, manter a relatoria com Moraes ou fazer uma livre distribuição entre o colegiado. Advogados de Flávio Bolsonaro já haviam pedido questão de ordem para que a investigação ficasse com Mendonça.
A notícia-crime foi anexada ao inquérito que culminou na ação penal que condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro na semana passada por coação no curso da ação penal da tentativa de golpe de Estado.
Lindbergh Farias alegou que a investigação deveria ser ampliada para abranger a apuração da possível conexão entre o financiamento do filme, os valores negociados por Flávio Bolsonaro com Vorcaro e a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro para sanções contra autoridades brasileiras e o tarifaço.
Como o inquérito de Eduardo está sob a relatoria de Moraes, a notícia-crime havia sido enviada para ele. Por isso, ele a devolveu.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se pela redistribuição ao ministro André Mendonça, relator do inquérito do Master, uma vez que a negociação investigada se deu entre Vorcaro e Flávio.







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