Meio/Ideia: Lula perde vantagem no 1º turno e empata com Flávio Bolsonaro no 2º
A nova pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (9/9), mostra uma eleição presidencial cada vez mais nivelada. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados no primeiro turno e chegam ao segundo em igualdade numérica, com 46% cada. O resultado reforça o cenário de alta competitividade entre os dois principais nomes da corrida ao Planalto nas eleições 2026.
No primeiro turno estimulado, a Ideia mediu Lula com 38,4%, contra 37,3% de Flávio. A vantagem de 1,1 ponto está dentro da margem de erro de 2,5 pontos. Na espontânea, quando os nomes não são apresentados, a diferença também é pequena: 30,7% para Lula e 28% para Flávio.
A fotografia da pesquisa é de uma disputa praticamente nivelada entre Lula e Flávio, com os demais candidatos permanecendo distantes. Augusto Cury (Avante) lidera esse grupo, com 6,6%, seguido por Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), com 4% cada, enquanto Romeu Zema (Novo) marca 1,5%.
O dado mais relevante aparece na simulação de segundo turno. Lula e Flávio registram exatamente 46% cada, resultado que transforma o empate técnico do primeiro turno em empate numérico na etapa decisiva da eleição. Brancos e nulos somam 3,5% na sondagem, enquanto 4,5% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar. É o cenário mais apertado entre as simulações testadas pelo instituto.
Nos demais confrontos, Lula mantém vantagem, mas com magnitudes diferentes. O presidente tem 46% contra 42% de Ronaldo Caiado, 40,9% de Augusto Cury, 40,3% de Renan Santos e 38% de Romeu Zema. Caiado e Cury ficam tecnicamente empatados com Lula, enquanto Renan e Zema aparecem em desvantagem mais clara.
A pesquisa também ajuda a dimensionar o grau de consolidação dos dois principais candidatos. Lula e Flávio são, de longe, os nomes com maior rejeição: 46,6% dizem que não votariam no petista de jeito nenhum, contra 45,7% que rejeitam Flávio. A rejeição dos demais candidatos é muito menor – nenhum chega a 15%.
Esse é um elemento importante para interpretar o empate no segundo turno. A disputa entre Lula e Flávio começa com dois candidatos fortemente conhecidos e, ao mesmo tempo, altamente rejeitados. Isso reduz o espaço para crescimento por transferência espontânea de votos e aumenta o peso dos eleitores que ainda podem mudar de posição ao longo da campanha.
No conjunto, a pesquisa reforça uma leitura: Lula continua competitivo e numericamente à frente no primeiro turno, mas não abre vantagem suficiente para se considerar em trajetória confortável. Flávio já está no mesmo patamar eleitoral e, no segundo turno, a disputa aparece rigorosamente empatada.
Com cerca de 25 dias para a eleição, o principal indicador a acompanhar deixa de ser apenas quem lidera numericamente e passa a ser quem consegue converter a vantagem entre os eleitores ainda disponíveis em uma maioria efetiva no segundo turno.
Desaprovação do governo supera aprovação
Os índices de aprovação e desaprovação de Lula oscilaram dentro da margem de erro em relação ao mês anterior. A aprovação à maneira como o presidente conduz o governo caiu de 48,5% para 46,5%, enquanto a desaprovação recuou de 49% para 48,4%.
Na avaliação da gestão, porém, a fotografia é mais negativa. A parcela que considera o governo ruim ou péssimo subiu de 37% para 38%, enquanto a avaliação positiva – ótimo ou bom – caiu de 36,6% para 34,5%. Com isso, a avaliação negativa supera a positiva em 3,5 pontos.
A avaliação regular também avançou, de 24% para 26%, indicando que parte do eleitorado migrou da avaliação positiva para uma posição intermediária.
Sobre a pesquisa
A Ideia entrevistou 1.500 eleitores por telefone, entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa foi contratada pelo Canal Meio S.A. e está registrada no TSE sob o número BR-07935/2026.





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