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São Paulo,18/09/2026

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A 17 dias das eleições, Governo Lula reajusta Bolsa Família em 15%; medida vale a partir de outubro

agenciabrasil.ebc.com.br
A 17 dias das eleições, Governo Lula reajusta Bolsa Família em 15%; medida vale a partir de outubro



O benefício pago pelo programa Bolsa Família será reajustado em 15%. O aumento corresponde à variação inflacionária registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

Com isso, o valor mínimo do benefício ficará em R$ 691. Já o valor médio pago chegará a R$ 777.

O reajuste recente do Bolsa Família foi anunciado a 17 dias do primeiro turno das eleições. 
  • O Anúncio: O governo federal divulgou o aumento de 15,04% (elevando o piso de R$ 600 para R$ 691) em uma edição extra do Diário Oficial. 
  • O Pagamento: Os novos valores começam a ser pagos a partir de 19 de outubro, posicionando-se no intervalo entre o primeiro e o segundo turno da disputa eleitoral. 
  • A Polêmica: A medida gerou debates políticos e questionamentos jurídicos por parte da oposição sobre o calendário da decisão, enquanto representantes do governo defenderam a legalidade e a responsabilidade da recomposição baseada na inflação. 


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A atualização dos valores está prevista na legislação do Bolsa Família e busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias, de acordo com o governo.

O decreto que reajusta os valores foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (17) e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Ele entra em vigor na data da publicação, mas produzirá efeitos financeiros a partir de 1º de outubro.



O decreto eleva, de cerca de R$ 600, para R$ 691 o valor mínimo garantido às famílias beneficiárias. Também reajusta para R$ 164 o Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família; para R$ 173 o Benefício Primeira Infância; e para R$ 58 o Benefício Variável Familiar.



Durante a cerimônia de assinatura do decreto, no Palácio do Planalto, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, informou que a correção teve como referência a inflação acumulada de 15,04% medida pelo INPC no período.



Segundo Moretti, a atualização busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias. Pelos cálculos apresentados pelo governo, o benefício médio do programa passará de R$ 675 para R$ 777, uma elevação nominal próxima de R$ 100 por família.



Renda e segurança alimentar



Também durante a solenidade, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a reposição dos valores busca evitar perdas provocadas pela inflação e, dessa forma, garantir que as famílias mais vulneráveis não enfrentem insegurança alimentar.



Durigan também apresentou projeções para 2027. Segundo ele, o programa deverá representar entre 1,2% e 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo do patamar de cerca de 1,5% observado na transição entre 2022 e 2023.



 



 



 



 




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