Bruce Springsteen toca com Jon Bon Jovi e Public Enemy no ‘Music America’

Bruce Springsteen retornou ao OceanFirst Bank Center, em Monmouth, Nova Jersey, na sexta-feira (5), para a segunda e última noite do concerto Music America: The Songs That Shaped Us, uma celebração dos 250 anos da música americana e da inauguração do Bruce Springsteen Center for American Music. A primeira noite foi dedicada a pioneiros da música americana, como Robert Johnson, Hank Williams e Woody Guthrie, enquanto esta avançou no tempo para artistas posteriores, como Elvis Presley, Chuck Berry, Dion DiMucci e Public Enemy.
Dion e Public Enemy fizeram parte do elenco estelar da noite, que também contou com Jon Bon Jovi, Nils Lofgren, Darlene Love, Jackson Browne, Gary Clark Jr. e Sheryl Crow. Mais uma vez, os Disciples of Souls, liderados por Little Steven, serviram como banda da casa, enquanto Bob Santelli, diretor do Bruce Springsteen Center for American Music, atuou como anfitrião. Assim como no primeiro show, Springsteen assistiu às apresentações da plateia e subiu ao palco em diversos momentos para uma série de duetos únicos.
Springsteen apareceu pela primeira vez para homenagear Elvis Presley, seu herói musical original, com versões cheias de energia de “Jailhouse Rock” e “Burnin’ Love”. “Elvis Presley criou um som e um momento que mudariam para sempre não apenas a história do rock and roll, porque ela ainda nem existia”, disse Santelli ao público, “mas também a cultura americana e a história da música americana.”
Mais tarde, Springsteen se juntou a Sheryl Crow para interpretar “I Shall Be Released”, de Bob Dylan. Eles foram acompanhados pelo guitarrista Larry Campbell, que tocou essa música diversas vezes com Dylan quando integrou sua banda de apoio entre 1997 e 2004. Esta foi a primeira vez que Springsteen cantou a mais famosa composição das sessões de Basement Tapes de 1967. Coincidentemente, isso aconteceu apenas uma noite depois de Dylan iniciar sua turnê de verão resgatando uma das músicas mais obscuras dessas gravações, “Baby Won’t You Be My Baby”, pela primeira vez desde que a registrou, há quase 60 anos.
O repertório atual de Dylan também inclui “Share Your Love With Me”, de Bobby “Blue” Bland. Em Music America, Springsteen também mergulhou no catálogo de “Blue” Bland ao interpretar “Further Up The Road” ao lado de Gary Clark Jr.. Eles tiveram a difícil tarefa de subir ao palco logo após o Public Enemy. “Cara, você não pode tocar depois do Public Enemy”, brincou Springsteen. “Esquece. Jesus pode voltar à Terra, mas ele não vai voltar depois do Public Enemy.”
Perto do fim da noite, muitos dos artistas, incluindo Jon Bon Jovi, Jackson Browne e Public Enemy, retornaram ao palco para se juntar a Springsteen e aos Disciples of Souls em uma jam de “Raise Your Hand”, de Eddie Floyd, música que faz parte do repertório ao vivo de Springsteen desde os anos 1970. Não está claro se Flavor Flav conhecia bem a canção, mas isso não o impediu de animar o público, cantar diretamente no microfone de Springsteen, lhe dar um enorme abraço ao final e pedir aos fãs que “fizessem barulho pela E Street Band”. (Nils Lofgren e Steve Van Zandt estavam no palco, então ele passou perto o suficiente.)
Todos permaneceram no palco para “I Don’t Want to Go Home”, de Southside Johnny, com Springsteen, Jon Bon Jovi e Steve Van Zandt dividindo os vocais principais. A Santíssima Trindade do rock de Nova Jersey chegou até mesmo a compartilhar um único microfone em determinado momento, e Flavor Flav não resistiu à tentação de participar. (Se você colocar esse homem perto de um palco, ele vai assumir o controle. Basicamente, esse é o propósito dele no planeta. Nenhum outro hype man da história do hip-hop chega perto de suas habilidades nesse quesito.)
A noite foi encerrada com Springsteen tocando sozinho “Land of Hope and Dreams”. Foi a única ocasião, ao longo das duas noites de evento, em que ele apresentou uma composição própria em vez de um cover. “Meu Deus”, disse ao público antes da música. “Aos 19 anos, eu estava neste campus… não estudando. Mas toquei aqui nos degraus daquele prédio grande ali. Se alguém tivesse me dito, em 1969, que algo assim aconteceria algum dia, eu teria respondido: ‘Você está completamente maluco, meu amigo’. Eu realmente não sei o que dizer.”
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