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São Paulo,25/06/2026

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Como a 89 FM A Rádio Rock lançou Charlie Brown Jr. e Mamonas Assassinas

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Como a 89 FM A Rádio Rock lançou Charlie Brown Jr. e Mamonas Assassinas

Mamonas Assassinas

O rock nacional possui capítulos inteiros que se confundem com a história da 89 FM A Rádio Rock. Em entrevista à Rolling Stone Brasil, Junior Camargo, diretor e proprietário da emissora, analisou o legado da rádio no fortalecimento da cena brasileira e explicou como o mercado musical mudou drasticamente com a chegada das novas tecnologias e plataformas de consumo.


Se hoje o cenário musical é dominado por métricas digitais, houve um tempo em que o termômetro do sucesso passava diretamente pelas ondas do rádio e por mídias físicas que ficaram no passado.


Lançando Charlie Brown Jr. e Raimundos


Junior Camargo relembrou com orgulho a época em que a 89 FM, ao lado de poucos parceiros de mídia, detinha o poder de apresentar novas sonoridades ao grande público. Naquele período, a dinâmica de descoberta musical era completamente diferente da atual.


“Claro que era um outro momento ali, né? Não tinha ainda o streaming, não tinha algoritmo, né? Ninguém sabia o que que era o algoritmo, era aula de matemática, né? Então era um momento muito diferente, né? Basicamente ali naquele momento a gente só tinha a 89 e a MTV”, relembrou ele.


Foi dentro desse ecossistema concentrado que a rádio serviu de trampolim para a formação e consolidação de bandas que se tornaram lendas do mainstream nacional. O diretor destaca que a emissora foi responsável por tocar pela primeira vez nomes como: Raimundos, Charlie Brown Jr. e Mamonas Assassinas (que, segundo ele, embora não fosse uma banda 100% rock, exalava a “atitude” necessária para estar na programação).


Muitas dessas bandas começaram a trilhar o caminho do sucesso através de coletâneas lançadas pela própria rádio em formatos, como o vinil, o CD e até a fita cassete.


O desafio de furar a bolha na era do algoritmo


O mercado evoluiu e, com a transformação digital, os hábitos de consumo de música mudaram. Se antes o rádio e a televisão centralizavam os lançamentos, hoje as bandas independentes enfrentam uma realidade pulverizada e complexa.


Camargo reconhece que o cenário atual impõe uma barreira invisível para que novos artistas alcancem o mesmo patamar de grupos veteranos:


“A gente sabe que hoje existe uma, até eu diria até uma dificuldade maior, né? Para essas bandas conseguirem, vamos dizer assim, entrar nesse algoritmo, né? E conseguir furar essa bolha e se tornar uma banda mainstream como foi o ‘Raimundos’, como foi o, como é o ‘Capital’”, relembrou.


Para ele, essas barreiras são reflexos naturais das transformações tecnológicas e da própria evolução do mercado de entretenimento.


O apoio contínuo às bandas independentes


Apesar das dificuldades impostas pelo novo modelo de consumo digital, o proprietário da 89 FM reforça que o DNA de apoio ao rock nacional permanece vivo na rádio. A emissora mantém iniciativas ativas para revelar e impulsionar novos talentos da música independente.


Como exemplo desse suporte, Junior mencionou a realização do “Temos Vagas”, um concurso cultural em parceria com o festival Lollapalooza. A ação teve como objetivo principal dar visibilidade a novos artistas, garantindo para a banda vencedora, batizada de Ginger and the Peppers, a oportunidade tocar no festival.


Confira a entrevista completa abaixo!



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