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São Paulo,11/06/2026

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Chris Brown resolve processo judicial sobre as letras de ‘Monalisa’ e ‘Sensational’

rollingstone.com.br
Chris Brown resolve processo judicial sobre as letras de ‘Monalisa’ e ‘Sensational’

Chris Brown | Foto: Tibrina Hobson/Getty Images

O cantor de R&B Chris Brown chegou a um acordo preliminar com o letrista que alegava ter sido excluído de milhões em receitas provenientes dos sucessos de Brown, “Sensational” e “Monalisa“.


Em um novo documento judicial obtido pela Rolling Stone, o autor da ação, Steve Chokpelle, afirmou que o acordo resolveria todas as suas reivindicações contra Brown e a Universal Music Group, removendo-as efetivamente do processo de royalties. Os termos não foram divulgados e os advogados das partes ainda não responderam aos pedidos de comentários da RS.


“As partes chegaram a um acordo de princípio que resolverá integralmente as reivindicações da autora contra os réus, bem como contra o corréu Chris Brown”, diz o documento. “O acordo encerrará este assunto no que diz respeito aos réus e a Brown.”


Chokpelle apresentou sua queixa original em fevereiro, alegando que estava na casa de Brown em Los Angeles com o também músico Sean Kingston em 2020, quando Brown supostamente lhe pediu para compor a letra de uma música de 2021 intitulada “Monalisa”. Um remix de “Monalisa” feito pelos músicos nigerianos Lojay e Sarz, com participação de Brown, chegaria ao oitavo lugar na parada Afrobeats Songs da Billboard nos EUA.



Em sua queixa, Chokpelle também alegou ter escrito a letra da faixa seguinte, “Sensational”. Ele afirmou que, após Brown ouvir uma demo, decidiu gravar a música ele mesmo. Segundo Chokpelle, Brown posteriormente mixou e masterizou sua própria versão com a participação de Lojay, que foi incluída no álbum 11:11 de Brown, lançado em 2023. A faixa, que teve Kingston e Lojay como coautores, alcançou o primeiro lugar na parada R&B/Hip-Hop Airplay da Billboard e chegou ao 71º lugar na Hot 100. O processo alega que “Sensational” gerou mais de US$ 1 milhão em receita (cerca de R$ 5,2 milhões, na cotação atual do dólar).



Chokpelle alegou que Brown o privou do devido crédito pelas músicas e da “compensação a que tinha direito por ser o autor/proprietário das letras”. Ele pediu uma ordem judicial declarando-o autor e detentor dos direitos autorais das duas músicas e buscou indenização de Brown, Kingston, da Universal Music, entre outros.


“Os réus obtiveram um enorme benefício, e continuarão a obter um enorme benefício, ao ganharem milhões em receitas, aclamação, elogios e boa vontade, com a exploração comercial de ‘Monalisa‘ e ‘Sensational‘”, diz o processo de 13 páginas. O documento alega que Brown e os outros réus foram “enriquecidos injustamente”, enquanto Chokpelle não recebeu “nenhuma receita”.


Em uma petição para arquivar o processo apresentada em março, Brown e seus advogados apontaram que “Monalisa” foi lançada e distribuída por terceiros. Eles também alegaram que o prazo de prescrição para reivindicações de direitos autorais é de três anos, portanto, a petição foi apresentada fora do prazo. O juiz ainda não havia se pronunciado sobre a petição quando o aviso de acordo foi apresentado nesta segunda, 8.


A notificação deixou claro que Chokpelle está prosseguindo com suas alegações relacionadas contra Kingston, que ainda não respondeu à queixa. Kingston está atualmente preso, cumprindo uma pena de 42 meses após ter sido condenado por fraudar diversos fornecedores em mais de US$ 1 milhão em itens de luxo, que variam de relógios de alta gama a um Cadillac Escalade blindado.


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